mar 282014
 

span style=font-family: Tahoma;bspan style=color: #00246e;Argamassa, cimento e concreto/span
/bData: 02/04/200/spanspan style=font-family: Tahoma; font-size: small;9
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Quando o calcário é aquecido a temperaturas acima de 700-800 oC, ele se decompõe em dióxido de carbono CO2 e óxido de
cálcio CaO (cal queimada):

biCaCO3 + Calor = CaO + CO2/i/b

Cal queimada quando misturada com água e deixada ao ar livre absorve o CO2 revertendo a reação química acima e endurece.
Cal umedecida e misturada a areia é uma argamassa conhecida desde a antiguidade e muito usada para fabricação de tijolos.

Se uma pequena porcentagem de argila é queimada juntamente com o calcário um tipo diferente de liga é conseguida e que
endurece na presença de água. A mistura é conhecida pelo nome de cimento.b

/bA fabricação de cimento era conhecida desde os romanos 2.000 anos atrás, mas esta arte foi perdida durante o período negro
da idade média, até ser redescoberto industrialmente na virada deste século. O cimento era produzido inicialmente em fornos
verticais, e sua exploração industrial começou com a invenção do forno rotativo e do moinho de tubo.b

/bO cimento é normalmente utilizados sob a forma de concreto. O concreto é uma mistura de cimento, areia e pedra e normalmente
utilizado para preencher formas na moldagem de vigas e estruturas. É altamente resistente a esforços de compressão porém
precisa ser reforçado com aço para resistir aos esforços de tração.b

/bCimento é fabricado com 75 – 80% de calcário e 20 – 25% de argila, ou por outros componentes que contenham os mesmos
componentes químicos. A matéria prima é extraída das minas, britada e misturada nas proporções corretas. Esta mistura é
colocada em um moinho de matéria prima (moinho de crú) e posteriormente cozidas em um forno rotativo a temperatura de
1.450 oC.Esta mistura cozida sofre uma série de reações químicas complexas deixando o forno com a denominação de clinquer.
O processo de queima e a reação química principal será tratado mais tarde em outra seção.b
/b/spanb
/b span style=font-family: Tahoma;span style=font-family: Tahoma;Finalmente o clinquer é reduzido a pó em um moinho (moinho de cimento) juntamente com 3-4% de gesso. O gesso tem a função
de retardar o endurecimento do cliquer pois este processo seria muito rápido se água fosse adicionada ao cliquer puro./span/span
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nbsp;
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p align=leftb span style=color: #00246e; font-family: Tahoma; font-size: small;- Processo de fabricação

/span/bDois métodos ainda são utilizados para a fabricação de cimento: processo seco e o processo úmido, este último muito pouco
utilizado. Nos dois métodos os materiais são extraídos das minas e britados de forma mais ou menos parecidas, a diferença
porém é grande no processo de moagem, mistura e queima. Dos dois métodos produz-se clinquer e o cimento final é idêntico
nos dois casos.

No processo úmido a mistura é moída com a adição de aproximadamente 40% de água, entra no forno rotativo sob a forma
de uma pasta de lama. No processo seco a mistura é moída totalmente seca e alimenta o forno em forma de pó. Para secar
a mistura no moinho aproveita-se os gases quentes do forno ou de gerador de calor.

O processo úmido foi o originalmente utilizado para o inicio de fabricação industrial de cimento e é caracterizado pela simplicidade
da instalação e da operação dos moinhos e fornos. Além disso consegue-se uma excelente mistura e produz muito pouca sujeira
necessitando de sistemas bem primitivos de despoeiramento.

/p

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p align=leftO processo seco tem a vantagem determinante de economizar combustível já que não tem água para evaporar no forno.
Comparativamente, um forno de via úmida consome cerca de 1250 kcal por kg de clinquer contra 750 kcal de um forno por via seca.

O forno de um processo por via seca é mais curto que um forno por via úmida, porém suas instalações de moagem e do forno são
muito mais complexas. A homogeneização é mais difícil e as instalações requerem equipamento de despoeiramento muito mais complexos./p

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